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Guias oficiais de prompt: Anthropic, OpenAI e Google

Onde estão, o que ensinam e por onde começar: os guias gratuitos que as empresas por trás do Claude, do ChatGPT e do Gemini publicam sobre como escrever prompts, incluindo o guia do GPT-6 Astra.

Antes de pagar por um curso de prompt, vale saber que as três maiores empresas de IA publicam de graça o que funciona com os próprios modelos. São as fontes mais confiáveis — e as mais atualizadas.

Anthropic (Claude)

Visão geral de engenharia de prompt · em inglês

O ponto de partida recomendado pela Anthropic vem antes do prompt: ter critérios claros de sucesso, uma forma de testar contra eles e um primeiro rascunho. O guia também lembra que nem todo problema se resolve com prompt — às vezes trocar de modelo resolve custo e velocidade com menos esforço.

As técnicas ficam no guia de boas práticas de prompt. Algumas das principais:

  • Seja claro e direto. A regra de ouro: mostre o prompt a um colega sem contexto sobre a tarefa. Se ele ficaria confuso, o modelo também fica.
  • Explique o porquê. Dar a motivação de uma instrução ajuda o modelo a entender o objetivo e a generalizar.
  • Use exemplos. De 3 a 5 exemplos relevantes e variados, separados das instruções.
  • Estruture com tags XML, como <instrucoes> e <contexto>, quando o prompt mistura instruções, dados e exemplos.
  • Defina um papel no prompt de sistema — até uma frase já muda o comportamento.

Para quem aprende fazendo, há um tutorial interativo no GitHub, com uma versão mais leve em planilha do Google.

OpenAI (ChatGPT)

Using GPT-6 Astra · em inglês

O guia oficial do modelo mais recente da OpenAI se organiza em torno de cinco comportamentos:

  • Iniciativa e conclusão: como incentivar o modelo a trabalhar com autonomia e ir até o fim da tarefa.
  • Seguir instruções: o que o usuário pede tem prioridade sobre orientações genéricas que entrem em conflito.
  • Personalidade e estilo de escrita: diga como quer o texto e peça menos jargão. O guia chega a listar expressões para evitar, como "delve", "leverage" e "it's worth noting".
  • Delegação a subagentes: quando e como o modelo deve dividir trabalho em paralelo.
  • Testes e verificação: calibrar quanto o modelo deve testar ao mexer em código.

Para quem cria skills e instruções de projeto, a OpenAI também publicou Rethinking skills and prompts for GPT-6 Astra. A recomendação central é enxugar: descrições curtas, menos regras rígidas e uma definição clara de quando o trabalho está pronto.

Os guias de versões anteriores continuam úteis para quem usa esses modelos, como o do GPT-5, que ensina a evitar instruções contraditórias e a ajustar o esforço de raciocínio ao tamanho da tarefa.

Google (Gemini)

Guia de prompts do Gemini para o Google Workspace · PDF em inglês, 71 páginas

O mais acessível dos três para quem não programa. Ensina um modelo de quatro partes — persona, tarefa, contexto e formato — e traz exemplos de prompts organizados por área de trabalho. Fizemos um resumo do guia e um modelo em português a partir do método.

Por onde começar

  • Não programa: comece pelo guia do Google e depois leia as boas práticas da Anthropic.
  • Usa a API: vá direto ao guia do GPT-6 Astra e às boas práticas da Anthropic.
  • Aprende fazendo: o tutorial interativo da Anthropic.